Como você usa a sua criatividade?

Há alguns dias contei numa rede social sobre a “Mágica da Cadeira”, a abordagem lúdica que uso com as crianças na clínica odontológica: segurando a mão da criança, ensino que a cadeira é mágica e obedece quando ela dá o comando que suba, deite, desça ou sente. Enquanto isso, eu aciono no pedal e a mágica acontece!


Quem me vê em ação hoje, desconhece que, logo que me formei em odontologia, eu tinha pavor (pa-vor!) de atender crianças, contudo a primeira vaga que consegui em uma clínica foi justamente para substituir a odontopediatra e voilà!


Precisei superar meu medo de tratar os pequenos, na verdade, antes de tudo eu precisei entender qual era minha questão: eu não entendia muito bem o mundinho deles, que é bem diferente do mundão dos adultos.


Via de regra, um adulto compreende as informações que são passadas a ele, visto que já tem uma série de filtros de aprendizagem, incluindo aquele que sabe (ou supõe) que mágica não existe. O adulto trabalha com aquilo que ele conhece.


Já os pequenos vivem em um mundo de possibilidades: tudo é possível! A criança é capaz de usar sua criatividade para alcançar soluções inimaginadas para alguma questão que se apresente a ela.


E aí vem o intuito da minha pergunta lá em cima!


Você vem usando sua criatividade de forma livre, ou vem se limitando por conta

de inúmeros filtros que foi recebendo ao longo da vida?


Sabe aquela quantidade de “isso não pode”, “isso não existe”, “pare de sonhar”, “coloque os pés no chão”? Pois é, estes são alguns filtros que uma pessoa recebe e que pode limitá-la para encontrar respostas para seus desafios.


Quando eu aprendi a usar a linguagem das crianças, que vivem num mundo de hipnose, permiti deixar minha criatividade livre para criar as mais loucas histórias para eles e assim conseguir trabalhar com eles.


Uma pessoa que se permite vencer seus desafios, buscar o autoconhecimento, tem em mãos um poderoso recurso, tão mágico quanto minha cadeira!


Pense nisso!



Por Gisele Eugenio, Hipnoterapeuta e

Programadora neurolinguística